Mudança tributária pode levar país a 1000 cervejarias em 2018

A possibilidade de inclusão de cervejarias no Simples Nacional e regime MEI de tributação, fato concretizado a partir deste ano, pode fazer Brasil chegar aos quatro dígitos ainda em 2018.

O Brasil terminou 2013 com quase 200 cervejarias registradas no Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA). Em 2016 já eram quase 500 empresas, número que chegou a 679 no final do ano passado. Sua grande maioria são nossas queridas cervejarias artesanais, que buscam seus lugares ao Sol. No entanto, não é nada fácil passar das panelas para a regularização de uma cervejaria. Além da profissionalização e padronização necessárias na produção, o produtor ainda enfrenta nossa histórica burocracia no processo.

Pelo menos a parcela tributária ficou mais simples – e barata! – com o fim da restrição a bebidas alcoólicas ao regime de Micro Empreendedor Individual (MEI) que, através da Lei Complementar 155 de 2016, permitiu a inclusão de microcervejarias. O pequeno produtor ganha ainda a possibilidade de regularização com produção em casa, desde que respeitando regras de segurança alimentar, zoneamento e alvarás. Até mesmo a obtenção de crédito é facilitada com a novidade. Cervejarias com produção maior também foram beneficiadas com a inclusão no Simples ao reduzir a carga tributária e aumentar o limite de faturamento.

Essa simplificação nas regras pode acelerar a já impressionante taxa de criação de novas cervejarias no país, que em 2017 aumentou em cerca de um terço o total de produtores regularizados. De acordo com o consultor Helder Cyrillo, não será difícil terminar 2018 com 900 cervejarias registradas. E se as mudanças tributárias confirmarem o estímulo, terminaremos o ano com mais de 1000. “Vale lembrar que o MAPA não contabiliza cervejarias ciganas, o que mostra que o cenário cervejeiro no Brasil é muito mais rico do que uma análise superficial consegue enxergar”, afirma.

Cyrillo diz ainda que observaremos uma estabilização nesse número, mas não há sinais de que esse momento se aproxima. “Fatalmente chegaremos aos 1000 produtores ainda nesta década. Claro que a simples criação de marcas não é sustentável, um dia o mercado amadurecerá e, nessa avalanche de novos produtores, aqueles que já se preocupam com assuntos como plano de negócios, estrutura de custos, consciência e gestão de marcas terão maior capacidade de sucesso no longo prazo”, prevê.

Por enquanto, vamos comemorar esse momento único de expansão com um brinde (com uma cerveja, óbvio). Saúde!

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